31 de ago de 2009

TERRAS

Domingo, 30/08/2009 - CORREIO BRAZILIENSE - Luiz Carlos Azedo - luizazedo.df@diariosassociados.com.br


A sansão da Medida Provisória n. 460, agora convertida na Lei n. 12.024, aproxima o líder do PSB na Câmara, deputado Rodrigo Rollenberg (foto), ao governador José Roberto Arruda.
Uma emenda de Rollemberg permite a venda ou concessão das terras públicas rurais do DF diretamente a seus atuais ocupantes.
Como o texto autoriza, mas não obriga a titularização direta das terras, caberá ao governador decidir se executa ou não a medida.

Pergunta que não quer calar: e agora, caso o governador arruda execute esta medida, os chacareiros terão sua permanência na área do Parque legalizada?

19 DE SETEMBRO: PASSEATA EM DEFESA DO PARQUE

GRANDE PASSEATA
EM DEFESA DO PARQUE DO GUARÁ

DATA: 19 DE SETEMBRO (SÁBADO)
LOCAL: SUPERMERCADO PÃO DE AÇÚCAR
(GUARÁ 1)
HORÁRIO: CONCENTRAÇÃO ÀS 8H30


CONVIDAMOS NÃO SÓ OS MORADORES DO
GUARÁ MAS TODO O DF, POIS O PARQUE É
DE TODOS E ABERTO A VISITAÇÃO DE
TODOS. COMPAREÇA E DEFENDA VOCÊ
TAMBÉM O MEIO AMBIENTE!

24 de ago de 2009

Brasília é uma grande imobiliária, diz Aldo Paviani

- UnB Agência

http://www.unb.br/noticias/unbagencia/unbagencia.php?id=1899

Geógrafo e professor emérito da UnB mostra como modelo excludente da criação da capital se repete na expansão urbana atual

Kennia Rodrigues - Da Secretaria de Comunicação da UnB

A menos de um ano de seu cinquentenário, Brasília sofre as consequências de um erro gerado antes mesmo de sua inauguração, em 1960: a exclusão socioespacial. O transporte ineficiente, a devastação do cerrado e a especulação imobiliária são alguns dos efeitos da lógica elitista gerada por um centro do poder distante da periferia, como relatou o professor emérito da Universidade de Brasília Aldo Paviani.

Em conferência no Auditório da Reitoria, Paviani resgatou a lógica da criação da "capital da esperança" e mostrou como hoje essa concepção é repetida por interesses políticos e comerciais. Geógrafo e grande estudioso da dinâmica urbanista e social de Brasília, Paviani diz que a distorção “genética” de Brasília é copiada na expansão urbana desenfreada.

Isabela Lyrio/UnB Agência
Aldo Paviani: cidadãos são pacientes da urbanização segregatória

“Costumo dizer que Brasília é uma grande imobiliária. Aqui a Terracap tem grande parte das terras nas mãos. O GDF licita, mas a terra é esgotável”, ressaltou. Empreiteiros, lobistas comerciantes e políticos se associam para os grandes empreendimentos. “O meio ambiente é degradado, como se não dependêssemos dele. Quando o Noroeste for construído, três nascentes serão afogadas”, lembrou.

A exclusão socioespacial começou com o polinucleamento de Brasília, em 1958. Cidades como Taguatinga foram construídas dispersas no território, apenas para habitação e de forma improvisada para assentar trabalhadores da construção. “Taguatinga foi criada para não deixar os trabalhadores ocuparem as terras que deveriam ser ocupadas pela elite”, disse o professor.

As outras cidades como Gama e Núcleo Bandeirante também foram construídas unicamente para habitação. Os resultados são a grande concentração de empregos no Plano Piloto e a ineficácia na mobilidade entre as regiões, com uma crescente frota de veículos e de transporte coletivo deficiente.

Outra repetição do processo de segregação se deu no governo Roriz, com a distribuição de lotes sem condições básicas de saúde e de educação. "Os cidadãos ficam pacientes da urbanização, que os jogam na periferia, sob todos os encargos, como o difícil deslocamento. Há pessoas que não têm condições nem de procurar emprego", disse Paviani.

Isabela Lyrio/UnB Agência
Reitor da UnB diz que crítica à capital é importante para análise da universidade

BRASÍLIA 50 ANOS - A palestra de Paviani integra o calendário de atividades da Comissão UnB 50 anos de Brasília. O encontro reuniu estudantes, professores e membros do comitê. Presidente da comissão e reitor da UnB, José Geraldo de Sousa Junior, disse que a análise crítica sobre a capital é oportuna para repensar a dinâmica de expansão universidade.

"Somos uma universidade inserida nesse processo, sobretudo agora que não somos só uma universidade unicampi, somos multicampi", disse. "Portanto, temos o desafio de não aceitarmos a segregação, mas sermos uma universidade permanente e unida", disse.

Arquiteto, professor da UnB e membro da comissão UnB 50 anos de Brasília, José Carlos Cordova Coutinho, assistiu à conferência na plateia. Depois, relembrou que, apesar das falhas de planejamento, o plano de Lúcio Costa precisa ser preservado em suas qualidades. "Gostemos ou não, essa é a proposta original. Agora temos que trabalhar para que Brasília não seja prematuramente uma das ruínas mais belas da modernidade", disse.

Todos os textos e fotos podem ser utilizados e reproduzidos desde que a fonte seja citada. Textos: UnB Agência. Fotos: nome do fotógrafo/UnB Agência.

22 de ago de 2009

GDF: SOBRA VONTADE POLÍTICA PARA ALAVANCAR EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS. E O MEIO AMBIENTE?

O texto abaixo foi enviado por um morador e apoiador do MOVIMENTO EM DEFESA DO PARQUE ECOLÓGICO DO GUARÁ E DA RESERVA ECOLÓGICA DO GUARÁ. Aproveitamos para agradecer as inúmeras colaborações que temos recebido de todos.

Conforme reportagem divulgada hoje (22/09/2009) pelo CORREIO BRAZILIENSE, é triste constatar mais uma vez a tamanha vontade política do GDF em atender o setor privado. A um tempo o GDF fala em melhorias para a população, mas o que qualquer pessoa com o mínimo de dicernimento percebe é que a máquina pública na verdade está servindo, a plenos motores, ao capital privado especulativo, ou seja, é dinheiro público financiando o setor privado.

O que dizem ser "um presente para Brasília" na verdade é uma grande incoerência com o plano urbanístico previsto para a região de Brasília, plano este que ao invés de ser implantado em outras regiões do DF, ficou restrito somente ao Plano Piloto.

Na concepção de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, Brasília foi concebida sem muros nem divisões, mas devido a explosão populacional por que passa hoje o DF, caminhamos na contramão da arquitetura moderna e da própria história da capital onde ainda vemos a ausência de políticas públicas sérias para se planejar o DF, fazendo com que o setor privado domine esse vácuo do poder público por meio de ações que em um futuro próximo vai transformar o DF em mais uma "São Paulo" ou um novo "Rio de Janeiro":

- o DF não foi concebido para condomínios fechados;
- foi planejado para chegar a apenas 500 mil habitantes em 2000 (portanto já passou da hora de parar de construir novas áreas habitacionais);
- as tantas obras de que o governo se gaba em ser autor certamente ajudará a população que hoje mora no DF, mas essas obras são para viabilizar, conforme reportagem do CORREIO BRAZILIENSE, as obras bilionárias das grandes empreiteiras, inclusive a do próprio vice-governador, que sem o menor pudor assume publicamente ser vice-governador e ser autor de obra imobiliária bilionária, e ainda diz que a obra "é um presente para Brasília". O presente será para o bolso deles.

Brasília está prestes a se tornar um quadrado no meio do cerrado cercado por prédios e é preciso que o GDF seja mais responsável pois essas ações terão graves consequências a médio e longo prazo no que refere ao vertiginoso aumento da violência, falta de saneamento para todos, falta de escolas e hospitais, e tudo isso aumentará (e já está aumentando) ainda mais o GRANDE ABISMO SOCIAL que hoje impera no DF.

Além de políticas públicas sérias voltadas realmente para a sociedade (e não para grupos econômicos), entendemos que o DF hoje precisa urgentemente olhar para seu meio ambiente pois o DF foi construído em cima de uma APA (Área de Proteção Ambiental) e hoje resta apenas menos de 30% dessa área.

Meio ambiente é sobretudo qualidade de vida e respeito com a comunidade, principalmente com os pioneiros que construíram arduamente a nova Capital da República.

Ao dizer que está fazendo obras e melhorias nas cidades, o poder público não faz mais que sua obrigação e a população tem que parar de tomar isso como favor pois tais obras são frutos do imposto que todos pagamos para o governo (segundo o IBGE, o trabalhor brasileiro trabalha quase meio ano para pagar todos os impostos).

A população não quer ver a máquina pública a serviço de particulares. Queremos ver o governo trabalhando para melhorar a vida de quem hoje mora no DF, e não fazer obras para preparar as cidades para mais moradores, o DISTRITO FEDERAL não aguenta mais gente pois a qualidade de vida cairá proporcionalmente ao aumento urbano na capital, isso é um fato que inclusive conta com dados do IBGE.

Por tudo isso, queremos que o PARQUE ECOLÓGICO DO GUARÁ seja implantado imediatamente pois, se o GDF tem tanta disposição para fazer obras milionárias, porque então que ele se nega a sequer falar sobre a questão? Porque o governo não encara definitivamente essa questão de frente e implanta esse parque que há anos vem sendo reivindicado pela população?

Até quando as autoridades públicas (Governador, Vice e companhia) se negarão em tocar no assunto e, até quando, os principais jornais impressos do DF se negarão a noticiar a verdade dos fatos com relação a questão do PARQUE DO GUARÁ. Até quando?

Abaixo segue a reportagem de hoje publicada no CORREIO BRAZILIENSE:

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R$ 1,2 bi para dar um novo bairro ao DF
PAULO OCTAVIO e Via Engenharia se unem para implantar, em Taguatinga, o Península Residencial

VÂNIA CRISTINO

Dentro de pouco tempo Brasília vai contar com um novo bairro, desenhado no estilo de um condomínio fechado, com toda a segurança para seus moradores. Tratase do Residencial Península, um lançamento conjunto da PAULO OCTAVIO Investimentos Imobiliários e da Via Engenharia, duas tradicionais empresas da cidade.

Com investimentos de R$ 1,2 bilhão, o empreendimento será composto por 17 torres residenciais, com um total de 1.951 unidades de três e quatro quartos. O lançamento da primeira etapa será na próxima quinta-feira.

Nessa primeira fase, cuja construção deverá estar concluída em 30 meses - entrega prevista para agosto de 2012 - estão quatro blocos que receberam nomes de ilhas: Vitória, Itaparica, Abrolhos e Ilhabela. Os apartamentos terão área entre 103 e 180m2. No total serão 444 unidades, que poderão ser adquiridas já no lançamento em condições facilitadas para os compradores e com a garantia de financiamento, a partir da entrega das chaves, da Fundação Habitacional do Exército (Poupex), em até 300 meses.

A previsão dos construtores é que o metro quadrado custe entre R$ 4 mil e R$ 4,5 mil.

"É um empreendimento grandioso, que deverá gerar 1.250 empregos diretos", disse o diretor da PauloOctavio, Marcelo Carvalho.

Segundo o presidente da Via Engenharia, Fernando Queiroz, a união das duas empresas para a realização do projeto garantirá a entrega de um bairro residencial com o mais alto padrão de qualidade e tecnologia. "Esse é um presente antecipado para o cinquentenário de Brasília", afirmou.

O novo bairro tem localização privilegiada. O terreno, com 65 mil m2, fica entre Águas Claras e Taguatinga, às margens da futura Linha Verde. O acesso hoje está complicado devido às obras em desenvolvimento pelo Governo do Distrito Federal. A situação, no entanto, será outra quando o empreendimento estiver pronto.

Além do acesso pelo Pistão Sul e EPTG , os moradores terão opção pela Avenida Araucárias e também pelo metrô, cuja estação está a apenas 180 metros do empreendimento.

Para proporcionar comodidade aos moradores, o novo bairro contará com uma área de comércio local, com 39 lojas que oferecerão os mais diversos produtos e serviços. O projeto paisagístico é de Benedito Abudd, sendo que a arquitetura ficou a cargo do escritório Gomes Figueiredo.

21 de ago de 2009

"falta vontade política"

ENTREVISTA - Guto Mendes
Símbolo da luta em defesa do Parque

FONTE: http://jornaldoguara.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=816:guto-mendes-simbolo-da-luta-em-defesa-do-parque&catid=72:servicos&Itemid=95

Quem o conhece há menos de 12 anos talvez não saiba que a sequela física que Guto Mendes carrega tem a ver com o Parque do Guará. Por causa de um tiro que levou de um chacareiro durante uma visita de ambientalistas e representantes da comunidade ao parque em 1996, ele teve os movimentos do lado esquerdo limitados. Nem por isso, Guto deixou de lutar pela área. Pelo contrário, a sequela deu a ele estímulo para continuar a luta, não pelo sentimento de vingança, mas pela consciência de brigar pela melhoria da qualidade de vida da população, que passa pelo direito de uso do Parque do Guará. A sequela não o deixa esquecer desse compromisso todos os dias.

Nesta entrevista, Guto traça um histórico da luta pelo parque e, com conhecimento de causa, enumera os motivos que emperram a implantação.

O Parque do Guará foi criado pouco depois de definidas as poligonais e as estruturas urbanas do DF. Diversas leis e decretos versam sobre o parque desde então. No seu entendimento o que dificultou o investimento na implantação do parque ao longo desses anos?

- Tenho a opinião que faltou vontade política dos governos. A construção de Brasília é um símbolo de progresso e modernidade e seu projeto final foi alicerçado com a visão da necessidade de preservação de parte do Bioma Cerrado que restou, e que por sua excepcional biodiversidade constitui-se em um dos mais importantes ecossistemas brasileiros, merecendo a atenção de toda a sociedade. No Guará temos uma Reserva Ecológica que, aliás, nasce o Córrego Guará, aliada a um parque ecológico de grande importância biológica para todo o Distrito Federal. Portanto, é necessária a implantação do parque ecológico do Guará – Ezechias Herenger – com urgência para que tenhamos esse ecossistema preservado.

O movimento em defesa do parque parece renascer após a votação do PDOT. Mas esse movimento tem uma história, em que você é um dos protagonistas. Como isso começou?

- Desde os anos 90 vários seguimentos da sociedade organizada do Guará e pessoas interessadas pela causa ambiental lutam pela implantação definitiva do parque. O auge desse movimento se deu em 95/96 quando fundamos a SAPEG – Sociedade dos Amigos do Parque e Reserva Ecológica do Guará e o Fórum de ONGs ambientalistas do DF e Entorno que juntos com outros segmentos intensificaram as ações em prol do parque.
Interessante ressaltar que nesse período elaboramos várias iniciativas para a efetiva implantação do parque, solicitamos à época da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do DF – SEMATEC - ações que visassem a real implantação do parque. Realizamos com a comunidade trilhas, saraus, luaus, vários debates... Mobilizamos a sociedade para participarem do democrático processo de orçamento participativo elegendo delegados e discutindo as várias propostas para a cidade. Dentre elas a construção no interior do parque de quadras poliesportivas, centro de visitantes e reforma da casa que hoje abriga a polícia militar ambiental.
Denunciamos crimes de todas as ordens que estavam acontecendo no interior do parque, inclusive ambientais que estavam sendo cometidos por chacareiro. Fato esse que gerou um atentado contra a vida. Nesse episódio eu e uma fiscal ambiental no estrito cumprimento do dever, fomos vítimas de tiros disparados pelo chacareiro denunciado. Esse episódio lamentável esfriou o movimento, pois muitas pessoas ficaram aterrorizadas e amedrontadas com a situação.

Há interesse da população do Guará na implantação do Parque? E se há, por que a mobilização da comunidade parece lenta e ineficaz?

– Tenho dito sempre que a população é a favor dessa causa. O mundo inteiro tem se esforçado para conter o aquecimento global, tendo como conseqüuências as mudanças climáticas, fruto, principalmente, do desmatamento que gera danos irreversíveis para a vida. É inimaginável que a população do Guará que é formadora de opinião fique contra a implantação do parque, pois ter o parque implantado é proteger o meio ambiente e as gerações futuras.

Qual a pauta do movimento para os próximos dias? E quais objetivos deseja alcançar com as ações?

– O movimento em defesa do parque ecológico do Guará – Ezechias Herenger – se consolida como um movimento composto por integrantes de diversos outros movimentos sociais, ambientalistas e moradores que sempre defenderam o parque, e que agora se uniram tendo a implantação definitiva do parque como principal objetivo. Faremos debates, atividades socioculturais, caminhadas ecológicas, trilhas, passeatas de rua etc., com o intuito de interagir com a população para que possamos juntos usufruir das maravilhas que a área do parque nos oferece. Só a mobilização da sociedade é capaz de despertar os gestores do GDF para a real necessidade de implantação do parque.

Há interesse político dos envolvidos no movimento? Muita gente pega carona na defesa da cidade para defender interesses próprios?

– É muito importante frisar que o movimento é amplo e apartidário, nesse sentido todos que quiserem nos ajudar na causa serão bem vindos. Montamos um blog chamado sosparqueecologi-codoguara.blogspot para unificarmos ainda mais nossas ações. O interesse tem que ser pela implantação do parque. Não podemos permitir que o movimento seja usado para outros fins. Quem quiser fazer política partidária vá para um partido político.

Existe uma dissonância entre os defensores do parque quanto à sua utilização. Enquanto alguns defendem a construção de equipamentos públicos, para que a área torne-se um parque vivencial, outros defendem apenas a preservação da vegetação nativa e do leito do córrego Guará. No seu entendimento qual a melhor destinação do parque?

– Não percebo esse conflito de opiniões até porque estamos juntos solicitando a implantação definitiva do parque ecológico. É bom lembrar que esta sendo elaborado o plano de manejo – coordenado pelo IBRAM - que é como se fosse a constituição do parque ecológico que é uma unidade de conservação Esse estudo deverá ser participativo para que a sociedade opine sobre o uso e a ocupação proposta e as atividades sustentáveis que poderão serem desenvolvidas.

A polêmica por conta da ocupação dos chacareiros existe há muitos anos. Qual a opinião do movimento sobre a questão? Há saída pacífica? Há possibilidade de implantar o parque com os chacareiros?

– A ocupação desordenada no interior do parque é um problema a ser resolvido pelo poder público. Interessa ao movimento o parque definitivamente implantado e aberto para a sociedade usufruir, como temos o Parque Nacional de Brasília e o Parque Olhos D’água na Asa Norte. Temos solicitado ao IBRAM que na elaboração do plano de manejo tenhamos dois cenários, ou seja, a implantação definitiva do parque com ocupação e sem ocupação. Assim poderemos dialogar com o governo quais os critérios serão adotados para a efetiva implantação do parque e a respectiva instalação do conselho gestor, órgão que será paritário entre a sociedade civil e o governo para a administração do parque

O Guará vive um crescimento demográfico intenso nos últimos dois anos, que deve ser agravado pelos recentes anúncios de novas quadras na cidade. O parque corre risco nesse contexto? E, se implantado, o parque pode ser importante para uma cidade inchada?

– Com a aprovação do PDOT – sem diálogo amplo com a sociedade – o Guará terá um adensamento populacional absurdo, corremos o risco do Guará se transformar em uma selva de pedra trazendo vários impactos para a cidade. A especulação imobiliária nunca esteve tão forte no DF e o Guará tem sido alvo disso, pois é uma área nobre e eixo de desenvolvimento.
O parque ecológico do Guará já teve sua poligonal diminuída algumas vezes, como a área ao lado do park shopping para a construção de edifícios. É fundamental que a sociedade do Guará e do DF saiba que o parque ecológico precisa ser preservado para que tenhamos mais qualidade de vida e a melhoria do clima. No interior do parque temos a nascente do córrego do Guará que contribui para o fornecimento de água para a bacia hidrográfica do Paranoá, além de importante reserva biótica tais como: uma mata ciliar que o acompanha, um campo de orquídeas, mata de galeria remanescente, onde foram identificadas várias espécies arbóreas, entre as quais uma rara e ameaçada de extinção, o podocarpus brasiliensis, um pequeno pinheiro que ocorre em áreas alagadas constituindo-se na única espécie de conífera do cerrado brasileiro.

Nos próximos meses começa a construção da Via Interbairros, que liga o Guará ao Plano Piloto, desafogando diversas vias. Essa avenida corta o Parque do Guará. Quais os riscos e benefícios que a via traz para o Parque?

– O projeto ainda não foi apresentado para a sociedade, não sei se estão fazendo o estudo de impacto ambiental. Mas não é possível que o empreendimento seja feito sem licença ambiental e o respectivo estudo. Quando a área do parque foi cortada pela construção do metrô ficou prevista uma compensação ambiental – que não foi aplicada no parque - e a elaboração do plano diretor.
Não somos contra o desenvolvimento, mas ele tem que se dar de forma sustentável e em harmonia com a natureza. Ficaremos atentos a mais esse episódio. O importante é que o parque se viabilize para que a sociedade possa praticar atividades educativas, esportivas e socioculturais em plena harmonia com a natureza.

SINDJUS apresenta proposta de audiência pública ao Ministério Público

Preservação do Parque do Guará
FONTE: http://sindjusdf.org.br

O Sindjus apresentou ao MPDFT a proposta de realização de uma audiência pública conjunta para tratar do Parque Ecológico do Guará. Segundo o coordenador do Sindicato Jailton Mangueira, o Parque tem grande importância ambiental para o DF e precisa, neste momento, de forte atuação do Ministério Público para ser preservado. A proposta foi apresentada na reunião do dia 18/8, quando os coordenadores Jailton e Ana Paula Cusinato trataram de vários assuntos de interesse dos servidores com o procurador-geral Leonardo Bandarra e outros dirigentes do MPDFT. O assessor de Política Institucional Libânio Rodrigues, conhecedor do tema, prometeu encaminhar a questão.

JORNAL GUARA HOJE: PROMESSA CUMPRIDA

JORNAL GUARA HOJE - PARQUE ECOLÓGICO
DO GUARÁ: BELEZA E DESTRUIÇÃO
FONTE: http://guarahoje.com.br/


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20 de ago de 2009

18/08/2009 - Novacap trabalha em mais parques e praças pelo DF

Foto: Lúcia Leal

PERGUNTAR NÃO OFENDE:
E O PARQUE DO GUARÁ, QUANDO
SERÁ DEFINITIVAMENTE CERCADO
E IMPLANTADO? O DEPARTAMENTO
DE PARQUES E JARDINS (DPJ)
DA NOVACAP NÃO TEM NADA A DIZER?

http://www.novacap.df.gov.br/

(18/08/2009 - 09:58)
Depois do sucesso do Taguaparque, a Novacap vai recuperar áreas abandonadas por todo o Distrito Federal que serão transformadas em espaços de lazer e prática de esportes. Já estão em andamento a recuperação da Praça do Estudante (Planaltina), Caminho das Águas, Vila Cauhy, São Sebastião, Recanto das Emas, Núcleo Bandeirante, Beira-lago. Todos os projetos já estão em obras. Todos os projetos, exceto o Caminho das Águas, são de autoria do engenheiro paisagista Hitoshi Nakamura, da Novacap. Em Planaltina, a Novacap vai dar de presente aos moradores uma praça no centro da cidade, a Praça do Estudante, no Setor Educacional Central, e o Ginásio de Múltiplas Atividades, no Buriti III. No tempo recorde de 40 dias, equipes das diretorias de Urbanização e Edificações e do Departamento de Parques e Jardins (DPJ), da Novacap, recuperaram o ginásio de esportes. A ferragem e as telhas foram trocadas, a arquibancada, para 400 lugares, foi feita pelos funcionários da serralheria,a quadra foi pintada e os banheiros recuperados. Segundo os moradores, o ginásio estava abandonado havia anos e servia somente para ponto de usuários de droga e prostituição. O agente de polícia José Mário Farias, de 69 anos, morador da cidade desde 1964, comemorou a reforma. “Já não era sem tempo. Isso aqui está ficando uma beleza. Antes, não podíamos nem sair na rua ao anoitecer, porque o ginásio era ponto de tráfico e uso de droga. Só se via vagabundo por aqui. Com a reforma, já posso ver crianças, adolescentes e pais de família aproveitando a área toda”. O objetivo do GDF é que os moradores aproveitem o local, mas cuidem dele também. “Agora, a população vai ganhar uma área de lazer, de esporte e cultura. E contamos com os moradores para ajudar a tomar conta do ginásio”, afirma o presidente da Novacap, Luiz Carlos Pietschmann.

Praça

Além do ginásio, os moradores de Planaltina vão ganhar a Praça do Estudante. De acordo com o projeto, a praça tem um conceito rústico, com belo calçadão em pedras de Pirenópolis e pergolados de eucalipto nas entradas. O local vai abrigar equipamentos de esporte e lazer, como quadras poliesportivas, pista de Cooper, parquinho, campos de futebol de areia e de grama sintética, área para ginástica, entre outros. São Sebastião, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Vila Cauhy, além dos projetos Caminho das Águas e Beira-lago também estão na lista de obras da Novacap.

As obras São Sebastião
Recuperação do Parque Vivencial do Bosque de São Sebastião, uma área de preservação ambiental que vai contar com equipamentos como ciclovia, pista de Cooper, parquinhos, espaço para ginástica, trilhas ecológicas, quadras de areia. A administração vai oferecer aos usuários a Oficina da Natureza, aulas ministradas a crianças e adolescentes sobre noções de meio ambiente.

Recanto das Emas
Área de Reserva Ecológica entre as quadras 508 e 511, que está sendo delimitada com pista de Cooper. Na parte interna, haverá ainda a instalação dos tradicionais equipamentos de esporte e lazer.

Vila Cauhy

Construção da praça que já foi batizada de Jorge Cauhy, com pórtico, equipamentos, coreto.

Núcleo Bandeirante

Recuperação do Parque Vivencial do Tonico, com lago, ciclovia e equipamentos; e da Praça da Metropolitana, com pergolados e equipamentos.

Caminho das Águas
A primeira etapa vai do Córrego Samambaia, na Vila São José, à avenida Auxiliadora, na Colônia Agrícola Samambaia, aproximadamente três quilômetros que vão margeando o córrego com pistas de Cooper, parquinhos, espaço para prática de esporte. Nos pontos que são interrompidos por casas, serão feitas pontes em madeira.

Calçadão nas asas Sul e Norte
Projeto será um calçadão em madeira à beira do Lago Paranoá, com equipamentos. No lado Norte o trecho compreende a área entre a Ponte do Bragueto e a Estação Ecológica da UnB. No lado Sul, fica entre a Ponte das Garças e o Acampamento Saturnino de Brito., próximo à Embaixada da China.

Beira Lago
Espaço do lado direito da Ponte JK, sentido Lago Sul, que vai alojar 45 restaurantes, sendo três flutuantes, com área de lazer e paisagismo especial. Ascom/Novacap

QUEREM "ABOCANHAR" MAIS UMA FATIA DO PARQUE QUE SÓ EXISTE NO PAPEL

A notícia abaixo faz parte de uma matéria publicada ontem (19/08/2009) no jornal GuaráHOJE (http://guarahoje.com.br/noticias.php?id=298)

A questão foi uma das discutidas durante evento para quase 200 pessoas na Churrascaria Palhoça, no Guará II e como sempre a comunidade fica fora dessas decisões:

"...Foi discutida ainda a expansão do SOF Sul, alteração que já havia sido incluído do Plano Diretor Local (PDL), aprovado com muita polêmica em 2006. A área para a expansão ainda não foi aprovada, mas deve ser um terreno onde hoje está uma antiga lagoa de oxidação, que fica dentro do Parque Ecológico do Guará. O local ainda precisa de licença ambiental."

Lembramos que além da área do Parque, as terras vizinhas ao SOF Sul são APA (Área de Proteção Ambiental do Planalto Central - Federal), sob a responsabilidade, segundo especialistas, do ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Nós do movimento em defesa do parque perguntamos:
  • Pra quê afinal servem as leis que protegem a área do Parque?
  • Porque a população não participou da elaboração do PDL? A revisão do mesmo será amplamente divulgado pelo governo?
  • Como será possível o IBRAM liberar licença ambiental para uma área protegida por Lei?
  • E o Parque Ecológico do Guará, quando será efetivamente implantado, recuperado e cercado?
SAIBA MAIS
AS ATRIBUIÇÕES DO ICMBio (INSTITUTO CHICO MENDES)

ICMBio é uma autarquia vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e integra o Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) e tem, entre as suas principais atribuições, a tarefa de apresentar e editar normas e padrões de gestão de unidades de conservação federais; de propor a criação, regularização fundiária e gestão das UCs (Unidades de Conservação); e de apoiar a implementação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).

O ICMBio deve ainda contribuir para a recuperação de áreas degradadas em unidades de conservação. Poderá fiscalizar e aplicar penalidades administrativas ambientais ou compensatórias aos responsáveis pelo não-cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção da degradação ambiental.

Cabe ao Instituto Chico Mendes monitorar o uso público e a exploração econômica dos recursos naturais nas unidades de conservação onde isso for permitido, obedecidas as exigências legais e de sustentabilidade do meio ambiente.

18 de ago de 2009

REPORTAGEM DO CADERNO BRASÍLIA - JORNAL HOJE EM DIA/2009

JORNAL HOJE EM DIA - CADERNO BRASÍLIA2/8/2009 - PÁGINA 20

MEIO AMBIENTE
BRASÍLIA EM DEFESA DO VERDE
Comunidade deseja preservar áreas de cerrado da cidade
CAMILLA CHINODA - REPÓRTER


Basta fazer uma visita ao Parque da Cidade e ao Parque Olhos D'água (Asa Norte) no final de semana, para ver como os brasilienses valorizam esses fragmentos de verde preservados dentro da área urbana. Sempre cheios, além de serem importantes pontos de lazer da comunidade, os parques ainda ajudam a amenizar o microclima das localidades para toda a população do Distrito Federal. Por isso, moradores e ambientalistas estão se unindo em defesa de mais duas áreas de cerrado: o Parque das Sucupiras, no setor Sudoeste, e o Parque Ezechias Heringer, também conhecido como Parque do Guará.

"A situação desses dois parques é um pouco diferente, mas eles possuem um grande ponto em comum: o desejo dos brasilienses de manter as áreas verdes que restam na cidade", explica a geógrafa e presidente da fundação Sustentabilidade e Desenvolvimento (SD) Mônica Veríssimo. Segundo ela, o Distrito Federal já perdeu quase 70% de sua cobertura vegetal original.

A situação do Parque do Guará é mais antiga. Há anos os guaraenses travam uma luta contra chacareiros que se instalaram dentro da poligonal do parque. Segundo a administração do Ezechias Heringer, atualmente são 77 famílias morando em situação irregular. Um estudo realizado pelo Centro de Excelência em Turismo (CET) da UnB mostra que a presença desses moradores trouxe danos ambientais ao cerrado. Desmatamento e lixo são exemplos.

A derrubada do veto do governador José Roberto Arruda à emenda 285 do PDOT pela Câmara Legislativa do DF, foi a gota d'água para a comunidade, que defende a real implantação do parque. A emenda permite que os chacareiros fiquem no local, e o próprio Ministério Público havia indicado o veto. "Os 18 deputados que derrubaram o veto legalizaram a degradação total do parque. Eles não têm compromisso nem com o meio ambiente nem com a comunidade", reclama Getúlio Cardoso Pereira, morador do Guará e membro do Comitê de Implantação dos Parques.

O deputado distrital Geraldo Naves (DEM-DF), autor da emenda, defende a decisão. "Isso não significa permanência, mas sim que os chacareiros estão abertos a negociação. Eles estão dispostos a sair desde que tenham para onde ir", afirma Naves.

O presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram) Gustavo Souto Maior, no entanto, admite que essa decisão pode causar a diminuição da poligonal. "Se as 77 famílias ficarem, isso deve reduzir o parque à metade. Estamos estudando o que fazer", diz.



DEBATE

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Participe do debate sobre a importância das unidades de conservação do Guará, com a participação de pesquisadores da área ambiental, quando teremos a oportunidade de conhecer mais sobre a importância do Parque Ecológico do Guará e da Reserva Ecológica.

Conhecendo nos tornamos defensores, pois criamos vínculos.

As informações encontram-se no cartaz abaixo. Caso queira fazer melhor leitura, clique em cima para ampliar.


Coopere com a divulgação desse evento. Clique em cima do cartaz, salve em seu computador e então poderá enviar por email ou imprimir para colar no seu local de trabalho, escola, comércio e etc.

PARTICIPE!
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16 de ago de 2009

"PROMESA É DÍVIDA"

http://guarahoje.com.br/

"Na próxima quarta-feira, dia 19, o GuaráHOJE, versão impressa publicará a mais completa reportagem sobre o Parque Ecológico do Guará, além de reportagem exclusiva sobre habitação. Obrigado."

Nós moradores, aguardamos portanto a reportagem.

15/06/09 - Assessoria Técnica da Câmara Visita Parque do Guará

Esta matéria iria ser postada neste blog, mas no dia seguinte a primeira visita (http://www.cl.df.gov.br/cldf/noticias/camara-aprecia-14-vetos-do-executivo-ao-pdot/?searchterm=chacareiros) ao Parque do Guará pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara Legislativa (feita as pressas e com apenas 2 técnicos presentes), os distritais decidiram apreciar o veto do governador ao Artigo 285 do PDOT, na Câmara Legislativa, mesmo após a presidente da comissão, deputada Jaqueline Roriz, haver prometido e assegurado que os próprios deputados da comissão iriam fazer uma visita ao Parque do Guará antes da votação, o que infelizmente não ocorreu devido a "pressa" em votar o tema. Abaixo, segue como realmente se procedeu a visita da referida comissão técnica:



Assessoria Técnica da Câmara Visita Parque do Guará

Chacareiro e representantes de moradores do Guará concordaram que o caso do Parque do Guará é uma questão de Governo (GDF e Câmara Legislativa), e que os chacareiros tem que ser idenizados como manda a Lei. Ambos os lados também querem a manifestação do GDF em relação a questão.

15/06/09-15:40

Conforme determinação da deputada distrital Jaqueline Roriz durante sessão ordinária da Comissão de Desenvolvimento Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo da Câmara Legislativa, nesta segunda-feira dois assesores técnicos da Câmara estiveram no Parque do Guará para uma vistoria preliminar, que contou com a participação de lideranças populares da cidade.

O local marcado para o início da vistoria foi o mirante do Parque do Guará, localizado próximo ao SESI, no Guará II.

Presentes a vistoria estiveram o Administrador do Parque do Guará, Sr. José Carlos; a Presidente da Junta de prefeiruras do Guará (JUNPAG) Alcina, representando 34 prefeituras; o vice-prefeito da Prefeitura3, Sr. Gama; o Sr. Gilson (comerciante local e apoiador da implantação imediata do Parque) e o Presidente da Associação dos Chacareiros da Margem Esquerda do Córrego do Guará e Adjacências, Sr. Marcelo Teixeira.

A vistoria, que durou pouco mais de duas horas, percorreu um trajeto conhecido pelo Sr. Marcelo, que conduziu os técnicos em seu veículo, sendo o mesmo acompanhado em outro veículo, pelos representantes locais.

Durante o percurso, além de chácaras, foi constatada a existência de muito entulho de construções, lixo doméstico e vestígios de queimadas clandestinas além da inexistência de grande parte do cercamento colocado na gestão passada do GDF, provavelmente furtado, por pessoas não identificadas.

Conforme relatou Marcelo, tais situações constatadas não são causadas pelos chacareiros, mas por pessoas estranhas ao parque que, se aproveitando da falta de cercamento e fiscalização, contribuem para a depredação do parque.

Em outro ponto do parque, que fica do outro lado da pista EPTG, próximo ao SCIA, (antigo SIA) onde existem nascentes, Marcelo chamou atenção para a omissão do próprio GDF com relação a preservação do Parque, quando o grupo encontrava-se próximo a uma manilha de águas pluviais e que, aparentemente, apresentava uma água proveniente de esgoto: "o próprio GDF contribui para a degradação do parque, uma vez que ainda não tomou providências com relação a esse despejo de esgoto próximo a nascente do Parque e também em relação as outra providências para garantir a preservação do Parque".

Por volta das 17h40, após o término da vistoria no mirante do parque, ao menos em dois pontos moradores e chacareiros concordaram: que o caso do Parque do Guará é uma questão de governo e que os chacareiros tem que sair do Parque, mas somente dentro de um processo digno no qual os mesmos terão direito a uma área equivalente a àrea atualmente ocupada, bem como o direito de serem idenizados por todas as bem-feitorias, conforme determina a própria lei que define a implantação do Parque: "Não somos contra o Parque, pelo contrário, se o Parque ainda não foi invadido foi devido a nossa presença. O governo passado até já falou em umas alternativas para transferir nossas chácaras, mas as áreas oferecidas ou ficam muito longe ou são terras improdutivas" conclui Marcelo.

O Administrador do Parque, Sr. José Carlos, salientou que a Câmara Legislativa tem que abrir um canal de diálogo entre GDF, chacareiros e a comunidade do Guará, afim de se chegar a um denominador comum.

Já os representantes dos moradores resaltaram que também não são contra os chacareiros e que também concordam com a remoção criteriosa e digna conforme previsto na lei, mas resaltaram que querem a implantação imediata do parque, com todas as ações de governo para recuperar e implantar efetivamente o Parque, o mais rápido possível.

Com fotos e anotações em mãos, os assessores técnicos deixaram o parque, lembrando que esta era apenas uma visita preliminar da comissão, não descartando a hipótese de os próprios deputados da comissão de meio ambiente comparecerem ao local, conforme prometido pela presidente da comissão, não havendo data definida para essa possível segunda visita.


Comissão de Desenvolvimento Sustentável,
Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e
Turismo da Câmara Legislativa do DF:


INTEGRANTES:

Deputado Cláudio Abrantes (suplente do deputado Alírio Neto - PPS)
Deputada Erika Kokay (PT)
Deputado Geraldo Naves (suplente do deputado Paulo Roriz - DEM)
Deputada Jaqueline Roriz (PSDB)

Mais informações: http://www.cl.df.gov.br

ou pelo telefones:

Comissão Meio Ambiente: (61) 3348-8831/8731
Geral Câmara Legislativa: (61) 3348-8000


FOTOS DA VISITA

comissão da câmara comparece ao Parque do Guará
mas, segundo os moradores, apenas uma
tarde é muito pouco para ver de perto
todos os problemas do Parque.
Membros da comissão optaram por fazer
a visita no carro do Presidente da Associação
dos Chacareiros, Marcelo Teixeira.

Integrantes da comissão conversam primeiro
com os presentes, antes da visita





visitantes constatam área onde havia cercamento,
e que foi furtado por pessoas não identificadas


cercamento furtado


mudas de arvores plantadas ao longo de uma estrada:
recuperação é inadequada e exige estudos mais
criteriosos, segundo moradores.


a visita se dividiu em apenas dois carros: um dos moradores
e o outro do Presidente da Associação dos Chacareiros,
onde os dois técnicos da Câmara acompanhara
toda a visita ao Parque


foco de queimada de lixo: risco iminente de
queimada dentro do Parque


foto de entulho e lixo: apenas uma amostra
do total de lixo e entulho despejado todos
os dias dentro do parque, que segundo
reportagem do Balanço Geral (Rede Record)
representa um total de aproximadamente 3
caminhões diários jogados dentro do parque.
"Onde está a fiscalização?", questiona um
morador durante a visita.


Mesmo havendo uma placa proibindo
o despejo de entulho e lixo, a ação
criminosa continua, mesmo à luz
do dia.


mais à frente, mais lixo


Presidente da Associação dos Chacareiros
indica local onde, segundo ele,
uma manilha despeja esgoto e águas pluviais
que corre em um curso direto para a nascente
do Córrego do Guará. Ao lado os dois técnicos
observam sua explicação.




FIM DA VISITA:
na área de manilhas, infra estrutura precária
e forte cheiro de esgoto, próximo a nascente
do Córrego do Guará.

SINDJUS TAMBÉM ENTRA NA LUTA PELO PARQUE DO GUARÁ


OUTDOOR EM FRENTE A QE 19, VISUALIZADO
LOGO APÓS O BALÃO DO GUARÁ II

A Reserva Ecológica, e o Parque Ecológico do Guará ganham mais um padrinho de peso: O Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no Distrito Federal (conhecido popularmente como Sindjus).

Até o momento, várias foram as entidades e empresas da iniciativa privada que declararam (sem publicidade) seu apoio incondicional a implantação imediata do Parque Ecológico do Guará, bem como apoio à adequada manutenção da Reserva Ecológica do Guará que ultimamente sofreu mais um golpe devido as obras da Linha Verde, que da noite para o dia desmatou e aterrou uma faixa lateral dentro da Reserva, ao lado da EPTG sentido Taguatinga Plano-Piloto, de aproximadamente 20 metros de largura, em uma extensão de aproximadamente meio kilômetro.

Em consulta a engenheiros experientes, moradores constataram que haviam inúmeras formas de fazer a obra sem agredir a Reserva Ecológica do Guará, porém, o GDF, sob licença ambiental do IBRAM, optou por fazer a obra mais barata, desconsiderando que o solo ao lado da referida pista é um solo sensível, com características peculiares da terra por onde passa o Córrego do Guará.

Após esse episódio, a população guaraense espera que o governo (e o IBRAM) não cometam mais equívocos grosseiros como esse, e além da devida consulta à população local antes de qualque obra, façam as mesmas sem agredir ainda mais o meio ambiente, especialmente a Reserva Ecológica do Guará.

Esperamos que o GDF também implante imediatamente o Parque Ecológico do Guará e convidamos mais entidades, empresas e sociedade civil a aderirem a campanha em favor da Reserva Ecológica do Guará, que é uma área que precisa também ser desocupada na forma da lei, cercada e fiscalizada pelo IBRAM, IBAMA-DF e ICMBio - Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (devido a grande parte da Reserva ser APA -Área de Proteção Ambiental Federal) e GDF pela implantação do Parque Ecológico do Guará.


15 de ago de 2009

GOVERNADOR ARRUDA: E CADÊ O PULMÃO DO GUARÁ?

Governador quer fazer "média" e mostrar que está preocupado com o meio ambiente do Distrito Federal. Mas a nós, moradores do Guará ele não engana!
Parque do Guará já!



Será criado o Bosque dos Tribunais no Setor de Administrações Sul

ClicaBrasília - 14/08/2009

O governador JOSÉ ROBERTO ARRUDA assinou decreto nesta quinta-feira (13) que cria uma área verde com cerca de 590 mil m² no Setor de Administrações Sul (SAF Sul), onde estão localizados o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Procuradoria Geral da República (PGR) e o futuro Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O local foi batizado de Bosque dos Tribunais. O decreto também irá acabar com a falta de estacionamento na região: serão criadas mais três mil vagas e regularizadas outras 860 que funcionam de forma improvisada.

A criação do parque tem como objetivo recuperar a área verde na região e servir como mais uma opção de lazer e prática de esportes na área central de Brasília. O bosque será dividido em duas partes, localizadas entre o SAF Sul e a avenida L4 Sul. A primeira delas terá 340,3 mil m² e ficará ao lado do STF. A segunda contará com 248,5 mil m², próxima ao TST.

Já os estacionamentos estarão distribuídos de acordo com a necessidade dos tribunais. Quatrocentas vagas ficarão próximas ao TSE. Outras 624 irão atender servidores e usuários do TST, complementado as 300 já existentes em área a ser regularizada. Mais vagas serão construídas ao lado do STJ, entre as quadras 6 e 3, adicionais às 300 já utilizadas. Por último serão criadas 350 novas vagas ao lado da PGR, ao longo da via de ligação L2/L4, atualmente em construção. Ainda não previsão de início das obras.

"É dever do GDF cuidar e criar o mínimo de conforto para os servidores e as pessoas que visitam essa região dos tribunais. Além disso, a criação do bosque significa uma nova área verde que irá representar mais um pulmão na área central da cidade", comentou o governador.

O presidente STJ, Cesar Asfor Rocha, lembrou durante a cerimônia de assinatura do decreto que as duas obras são reivindicações antigas. Ele agradeceu pela iniciativa do GDF e disse que o tribunal irá pleitear a possibilidade de administrar o bosque, criando assim uma parceria com o governo local.

Agência Brasília



14 de ago de 2009

GRUPOS AMBIENTALISTAS DO DF

UNIDOS, SOMOS MAIS FORTES!
SE O NOME DE SEU GRUPO NÃO ESTÁ NA LISTA ABAIXO,
FAVOR ENVIE-NOS POR E-MAIL PARA INCLUIRMOS NESTA LISTA


Sociedade de Amigos da Reserva e do Parque do Guará - SAPEG
Guto e Adolpho

sapeg@ymail.com

gutogomess@hotmail.com

Via Ecológica

http://www.viaecologica.com/htms/ongs.htm

Associação de Amigos do Parque Nacional - AFAM

alopires@terra.com.br

Associação de Amigos e Moradores de Sobradinho - AMA

sigma@senado.gov.br

Associação de Voluntários Patrulha Ecológica - APE

www.patrulhaecologica.org.br

Associação Olhos d´Água de Proteção Ambiental- AOPA

www.aopa.org.br

Centro de Desenvolvimento de Educação Ambiental - CEDEAM

www.ceteb.com.br

Comunidade Bahá'í do Brasil - BAHÁ'Í
www.bahai.org.br

Fundação Pró-natureza - FUNATURA

funatura@funatura.org.br


Grupo Ambientalista Ypê Amarelo - GAYA

lrrocha@hotmail.com


Instituto para o Desenvolvimento Ambiental - IDA

www.ida.org.br

Instituto Recicla Brasil

reciclabrasil@bol.com.br


Movimento Ecológico do Lago MEL

Contato: Dolores Pierson Telefone: 577-2357 Fax: 577-1171


Sociedade Cultural dos Amigos de Planaltina,GO - SCAP
Contato: Josias Lima Telefone: 9903-9155 Fax: 637-1212

Sociedade de Amigos do Jardim Botânico - SOBOTÂNICA
jbb.df@terra.com.br

União dos Escoteiros do Brasil - UEB/DF

cbarreira@yawl.com.br


Universidade Holística de Brasília - UNIPAZ

www.unipaz.com.br

WWF - Brasil

www.wwf.org.br

Green Peace

www.greenpeace.org.br

Administração Estadual do Meio Ambiente - ADEMA

adema@prodase.com.br


Ambiental Cafuringa - Lago Oeste
pfortes@unb.br

13 de ago de 2009

Administração Regional apoia preservação do Parque do Guará


Jornal Guará Hoje - http://guarahoje.com.br/noticias.php?id=287

O administrador Regional do Guará, Joel Alves Rodrigues, recebeu, no último dia 31, em seu gabinete representantes do Movimento em Defesa do Parque Ecológico do Guará – Ezechias Heringer. O encontro teve por objetivo estreitar o diálogo entre os segmentos e tratar sobre as próximas pautas do movimento. A reunião contou também com a participação do administrador do Parque, José Carlos de Oliveira, que é ligado ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram).


Segundo o administrador Joel Alves, a Administração está apoiando ações que sejam a favor da preservação do parque, para que a causa se fortaleça cada vez mais. “Cada um de nós é uma parte pequena, mas unidos somos fortes”, ressaltou o administrador acrescentando que as portas da Administração estão abertas para somar na luta do Movimento.

O vice-prefeito comunitário da QE 3, que faz parte do Movimento, agradeceu ao administrador pelo compromisso com o Guará e com o futuro do parque. “É muito bom saber que o administrador está do lado da comunidade em mais essa batalha e é sensível às causas do meio ambiente”, comentou Waterman Gama. Os representantes do movimento ressaltaram ainda a importância do apoio que o governador Arruda tem manifestado pela preservação do Parque.

O administrador do Parque reforçou que os moradores precisam se interessar efetivamente pela causa do parque. “É necessário que o guaraense também se envolva nessa questão, comparecendo mais nas ações e se informando melhor sobre os fatos”, observou José Carlos de Oliveira.

9 de ago de 2009

AGRADECIMENTO A IMPRENSA

AGRADECEMOS AS REPORTAGENS FEITAS PELAS RÁDIOS, TV´s, JORNAIS, REVISTAS E SITES INDEPENDENTES, E A TODOS QUE CONTRIBUEM ANONIMAMENTE PARA DEFENDER E DIVULGAR O PARQUE DO GUARÁ:

RÁDIOS
  • RÁDIO BANDNEWS BRASÍLIA - 90,5 FM
  • RÁDIO NACIONAL BRASILIA - 980KHz AM
  • RÁDIO COMUNIDADE DF - 98,1 FM
TV´s
  • REDE GLOBO - DFTV CANAL 10
  • REDE RECORD - BALANÇO GERAL CANAL 8 DF
  • SBT - JORNAL SBT BRASÍLIA CANAL 12
  • TV BRASÍLIA - JORNAL LOCAL CANAL 6
JORNAIS IMPRESSOS
  • JORNAL DO GUARÁ - www.jornaldoguara.com.br
  • JORNAL HOJE EM DIA (CADERNO BRASÍLIA) - www.hojeemdia.com.br

REVISTAS
  • REVISTA PLANO BRASÍLIA DF - www.revistaplanobrasilia.com.br
  • REVISTA DO MEIO AMBIENTE - www.revistameioambiente.com.br
INTERNET
  • BLOG DA PAOLA LIMA - www.blogdapaola.com.br
  • SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO DF - www.sjpdf.org.br
  • JB ONLINE BRASÍLIA - www.jbonline.terra.com.br
  • AGÊNCIA BRASILEIRA DE NOTÍCIAS - www.abn.com.br
  • CENTRO DE EXCELÊNCIA EM TURISMO - www.cet.unb.br
  • BRASÍLIA EM TEMPO REAL - www.emtemporeal.com.br
  • AGÊNCIA SEBRAE DE NOTÍCIAS - www.agenciasebrae.com.br
  • INSTITUTO DE ESTUDOS AMBIENTAIS - www.maternatura.org.br
  • CLICA BRASÍLIA - www.clicabrasilia.com.br
  • O ECO - www.oeco.com.br
AGRADECEMOS ESPECIALMENTE O JORNAL DO GUARÁ POR LEVAR ESTES E OUTROS FATOS GRAVÍSSIMOS AO CONHECIMENTO DOS MORADORES DA CIDADE E DAS AUTORIDADES COMPETENTES, SENDO ESTE UM DOS POUCOS (TALVEZ O ÚNICO JORNAL) A MOSTRAR CLARAMENTE, DESDE O PRINCÍPIO, TODAS AS QUESTÕES QUE ENVOLVEM A RESERVA E O PARQUE DO GUARÁ.

SEBRAE E ADMINISTRAÇÃO DO SIA TAMBÉM DEFENDEM O PARQUE DO GUARÁ

FONTE: www.agenciasebrae.com.br/noticia_pdf.kmf?noticia=8407741
ASN - Agência Sebrae de Notícias - DF - 07/05/2009 - 11:03
Mara Monteiro

O Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA), em Brasília, acaba de lançar um programa com a finalidade de desenvolver ações de preservação ambiental na região e no Parque do Guará, por meio da inclusão social de catadores de resíduos sólidos e presidiários.O ‘Programa Sócioambiental’ foi lançado semana passada e já mobiliza cinco mil empresas industriais, comerciais e de serviço, que juntas empregam 80 mil pessoas e respondem por 51% do Produto Interno Bruto do Distrito Federal.

Idealizado pela administração do SIA, em conjunto com a Ascoles, a Coopercoleta Ambiental e o Sebrae no Distrito Federal, o ‘Programa SIA Socioambiental’ recebe apoio da Fibra, Faculdade do Meio Ambiente e Tecnologias de Negócios (Famatec), Cooperativa Popular de Coleta Seletiva de Produtos Recicláveis com Formação e Educação Ambiental (Coopativa/CentCoop), Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do DF (Ibram), Centro de Progressão Penitenciária (CPP), Ecoidéia, APL de Resíduos Sólidos Recicláveis e Reciclados, Organização das Cooperativas do DF (OCDF/SESCOOP) e do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do DF (Sinpetro).

8 de ago de 2009

MENTIRAS DOS CHACAREIROS

FONTE:http://jornaldoguara.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=734:mentiras-dos-chacareiros-&catid=42:poucas-a-boas&Itemid=88

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR
MAPA ACIMA MOSTRA PARTE DE ÁREA
OCUPADA IRREGULARMENTE

DENTRO DO PARQUE DO GUARÁ,
CONFORME INFORMA JORNAL

DO GUARÁ. NO DETALHE VÊ-SE
ÁREA DE PLANTAÇÃO E ESTRADAS

ABERTAS DENTRO DA ÁREA DE MATA
FECHADA, PROCESSO OCORRIDO

AO LONGO DE ANOS DE OCUPAÇÃO.


CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR
EM RELAÇÃO A TODA ÁREA DO GUARÁ (RA X), A ÁREA DA
RESERVA E DO PARQUE DO GUARÁ TEM TAMANHO
CONSIDERÁVEL, FATO QUE NUNCA FOI MOSTRADO
E DIVULGADO PARA A POPULAÇÃO. A MANCHA VERMELHA
MOSTRA APENAS UMA PEQUENA PARTE DE ÁREA
DENTRO DO PARQUE.


Está sendo distribuído na cidade um panfleto da Associação dos Chacareiros da Margem Esquerda do Córrego Guará e Adjacências na tentativa de convencer a população guaraense de que eles estão sofrendo uma campanha injusta para deixar a área. Além de atacar as lideranças comunitárias e o Jornal do Guará com expressões de baixo nível, os chacareiros garantem que a campanha tem apenas objetivos políticos, por causa da proximidade com as eleições de 2010. E mais: garantem que são eles que mantém (sic) o que resta do parque e culpam terceiros pela degradação lá ocorrida.

Como o panfleto é colorido e impresso em papel couché (um dos mais caros), os chacareiros estão jogando muito dinheiro fora. Ou será que eles pensam que os moradores vão acreditar nessas bobagens? Que eles vão enrolar os moradores, como enrolaram os deputados distritais, sabe-se lá a que custo?

Pode até haver na campanha oportunismo político, como aliás vai acontecer na maioria das bandeiras de defesa de quaisquer interesses comunitários daqui até as eleições. Mas, ao contrário do que eles dizem, o movimento é sério e visa defender os interesses dos 140 mil moradores do Guará, que querem o direito de utilizar a área ocupada por apenas 70 chacareiros. O movimento por enquanto é pequeno, mas a cada evento aumenta a quantidade de adeptos.

A maioria das pessoas que participa do movimento não é contra os chacareiros, mas a favor do parque. Todos defendem que os chacareiros devem ter algum tipo de compensação, até pela própria omissão do governo em deixá-los lá por até 40 anos. Não seria justo que os retirem sem dar a eles um outro local para continuar suas atividades (os que realmente produzem) ou deem a eles uma indenização para que possam recomeçar a vida de outra forma. Mas, a população do Guará não vai aceitar que a área seja transformada num privilegiado condomínio numa das áreas mais nobres de Brasília, enquanto esses 140 mil habitantes não tem onde praticar uma caminhada ou praticar outros exercícios físicos sem respirar o gás carbônico dos automóveis.

O panfleto contém ainda fotos de áreas degradadas ou equipamentos públicos mal cuidados, que, segundo eles, seria culpa de “terceiros”. Não publicam, entretanto, as fotos da enorme degradação promovida por eles. Essas, o Jornal do Guará vai continuar publicando (como a foto acima). E vamos ver em que a população vai acreditar.

7 de ago de 2009

Nova lei complementa PDOT e garante conservação do cerrado

PERGUNTAR NÃO OFENDE:
O PARQUE DO GUARÁ SERÁ
IMPLANTADO AINDA NESTE GOVERNO?

A IMPLANTAÇÃO DO PARQUE FOI
INCLUÍDA NO ORÇAMENTO DE 2010?


05/08/2009 - 18:37 | Habitação, Urbanismo e Meio Ambiente
  • Com o Zoneamento Ecológico-Econômico DF passa a conhecer vocações para as áreas urbanas e ambientais, bem como a fragilidade de uso e de ocupação de outros locais

    O Zoneamento Econômico-Ecológico (ZEE) do Distrito Federal está previsto para o próximo ano. Na última segunda-feira (3), foi aprovada a ordem de serviço para o início dos trabalhos. A escolha da empresa foi por meio de licitação. Os produtos devem ser entregues nos próximos 18 meses. Entre os trabalhos: diagnósticos, relatórios, material gráfico e outros.

    Uma equipe técnica do GDF, formada por representantes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma), Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Secretaria de Agricultura e Adasa, vai acompanhar os trabalhos. Ao final do prazo, a minuta do projeto de lei será enviada à Câmara Legislativa do DF para aprovação.

    Segundo o secretário da Seduma Cassio Taniguchi, o zoneamento é uma lei importante para a cidade. “O documento é inédito e de grande importância como instrumento de gestão territorial. Ele prevê a integração de informações socioeconômicas, biofísicas, culturais, institucionais e jurídicas de cada região”. A partir disso, o DF passa a conhecer vocações para as áreas urbanas e ambientais, bem como a fragilidade de uso e de ocupação de outros locais.

    O ZEE orientará a definição de áreas de unidade de conservação e locais estratégicos para a conservação do cerrado e será um documento orientador para a formulação das leis complementares do Plano Diretor de Ordenamento Territorial – PDOT.

    Informações da Região Integrada de Desenvolvimento do DF (RIDE) também farão parte no desenvolvimento do projeto, já que interferem diretamente na gestão territorial da cidade. O documento vai otimizar a gerência dos recursos ambientais e as políticas urbanas entre as regiões do DF e de Goiás.

    Com informações da Seduma